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Pseudo-Enfermeira

20 anos. Estudante de enfermagem com os nervos em franja.

Pseudo-Enfermeira

Pseudo-enfermeira cheia de dúvidas.

with love, nurse, em 03.04.16

De vez em quando tenho crises existenciais, todas as outras vezes que não tenho crises existenciais estou a ter dúvidas em mil e uma coisas sobre o curso. Se estou no curso certo (apesar desta dúvida estar mais atenuada ainda surge de vez em quando), e outra que me tem assombrado nos últimos tempos, é se vou ou se quero emigrar.

Sei que só estou no 2º ano, mas vejo o tempo a fugir-me por entre os dedos. Tenho plena noção de como a enfermagem está cá em portugal, e sei que a probabilidade de encontrar trabalho quando acabar o curso é pouca.

Eis que surgem as dúvidas.

Quero emigrar?

Se quiser emigrar qual é o melhor lugar para tal?

Provavelmente Inglaterra? Mas tenho uma grande incerteza se gosto como a enfermagem é praticada lá.

Decisions, decisions...

Enfermagem.

with love, nurse, em 10.01.16

Nunca pensei que esta minha jornada enquanto estudante de enfermagem fosse ser fácil, mas também nunca pensei que fosse ser tão difícil.

Há momentos que custa, custa muito quando percebo que não consigo demonstrar aquilo que sei, custa muito quando os resultados não fazem jus ao quanto me esforcei, custa muito quando pondero, nem que seja por um segundo, em desistir.

Não gosto de ter dúvidas, não gosto de por vezes sentir que posso estar a desperdiçar anos da minha vida, não gosto de sentir que não sou boa o suficiente, e quando estes momentos assolapam-me eu simplesmente baixo os braços e deixo-me cair nesta onda de tristeza, medo, dúvida e insegurança, deixo-me cair e pergunto-me uma e outra vez se este é o meu caminho e estou a fazê-lo de forma certa.

Não sei o que fazer, não sei o que sentir. Como é que posso cuidar de outras pessoas se às vezes nem consigo cuidar de mim?

Tuna.

with love, nurse, em 24.05.15

As nódoas negras nos joelhos e no ombro provocadas pelas minhas amadas pandeiretas e as dores que advém delas fazem-me lembrar a noite incrível que tive com as melhores pessoas que podia ter encontrado na tuna. A nossa tuna é apenas constituída por estudantes de enfermagem e enfermeiros já formados, o que torna tudo um bocadinho limitado. Já tivemos momentos em que estivemos lá em cima, em que fomos a Bruxelas e aos Açores, já não foi do meu tempo mas foram marcos importantes, hoje estamos reduzidos, a maioria dos nossos pilares emigraram, e tunos que suportam tudo isto são apenas cinco, tudo o resto são alunos do 1º e 2º ano, que ainda não sabem dominar completamente as músicas e as coreografias, não temos atuações a algum tempo, é como se estivéssemos a começar uma tuna de raiz, se desmotiva um pouco? Sim, não irei negar, principalmente quando podiamos ser muitos mais se as pessoas não aparecessem aos ensaios quando o rei faz anos. Mas adoro de morte o nosso magister, o presidente e a tunante que, com muita paciência, está a ensinar pandeireta à rapariga mais descoordenada de sempre e sem noção do tempo. Temos boas bases, precisamos de mais pessoas que gostem e que queiram mesmo isto, tanto quanto eu. Tenho esperança, aos poucos vamos conseguindo mais pessoas, no inicio do próximo ano irei andar atrás dos meus caloiros para irem para a tuna e espero ser bem sucedida.

Gostava imenso que mais pessoas vivessem a vida académica tão intensamente como eu, é só a melhor sensação de sempre, sentir que faço parte de algo, que faço a diferença, entre muitas gargalhadas, música e cerveja.

hey stranger

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