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Pseudo-Enfermeira

20 anos. Estudante de enfermagem com os nervos em franja.

Pseudo-Enfermeira

Sobre o estágio de medicinas.

with love, nurse, em 09.05.16

É difícil, complicado, desgastador.

Sinto-me um bocado à deriva e sem saber o que pensar e o que sentir.

Calhou-me um tutor que me espreme por todos os lados até não sobrar nem um bocadinho de mim. Está à espera que eu saiba tudo e que o faça rápido e eficazmente, não me sorri, não me transmite conforto nem segurança. Apesar dessa exigência dele surtir em mim um efeito de querer provar-lhe que sei o que faço, apetece-me dizer-lhe que ele tem 20 anos de experiencia e eu tenho meses, muitas vezes saio do serviço com uma enorme vontade de chorar, obrigo-me e engolir o choro, respirar fundo e seguir em frente.

Apesar de entrar agora na terceira semana em que estou lá no serviço e já estar mais ambientada, no inicio foi muito complicado, sentia-me completamente perdida, não conseguia assimilar as novas rotinas, dinâmicas, doentes, patologias, pelo menos não da forma e rapidez que os enfermeiros queriam.

Muitas vezes lembro-me da anatomia de grey e da forma como os médicos tratam os internos, porque é muito similar à forma como os enfermeiros deste serviço tratam os estagiários.

Gosto da área, acho interessante, mas estou tão cansada desta constante pressão. Só quero que acabe.

Enfermagem.

with love, nurse, em 10.01.16

Nunca pensei que esta minha jornada enquanto estudante de enfermagem fosse ser fácil, mas também nunca pensei que fosse ser tão difícil.

Há momentos que custa, custa muito quando percebo que não consigo demonstrar aquilo que sei, custa muito quando os resultados não fazem jus ao quanto me esforcei, custa muito quando pondero, nem que seja por um segundo, em desistir.

Não gosto de ter dúvidas, não gosto de por vezes sentir que posso estar a desperdiçar anos da minha vida, não gosto de sentir que não sou boa o suficiente, e quando estes momentos assolapam-me eu simplesmente baixo os braços e deixo-me cair nesta onda de tristeza, medo, dúvida e insegurança, deixo-me cair e pergunto-me uma e outra vez se este é o meu caminho e estou a fazê-lo de forma certa.

Não sei o que fazer, não sei o que sentir. Como é que posso cuidar de outras pessoas se às vezes nem consigo cuidar de mim?

A saga do recurso continua.

with love, nurse, em 22.06.15

Ir a recurso é tão stressante. Fazer frequências também é, mas vou para lá a pensar "ok, se correr mal tenho o recurso", para o recurso só penso "ok, se isto correr mal já não tens nada que te possa salvar".

Recuso-me perder à cadeira toda por causa do módulo de pedagogia, que não interessa nem ao menino jesus e que não me irá ajudar em nada a ser uma boa enfermeira.

O 1º ano nem parece enfermagem. Enfim.

hey stranger

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